A beleza em descobrir o centro de Floripa caminhando
Um dos melhores jeitos de conhecer verdadeiramente uma cidade é caminhar por ela. O “turismo a pé”, tão comum em destinos europeus, carrega uma leveza e simplicidade, muito por conta de você estar fazendo seu próprio tempo, sem compromisso. É calçar os tênis, colocar uma mochila abastecida nas costas e deixar seu lado explorador tomar conta.
É assim especialmente nas grandes metrópoles em que a cultura pulsa como uma veia que percorre a cidade. Mas hoje não vamos viajar por Paris, Roma, Berlim ou Lisboa. Vamos ficar por Santa Catarina, onde o centro da capital é o principal lugar para você experienciar isso.
Se você chega à Florianópolis de ônibus, já passa a sentir a cidade ao atravessar a passarela que se suspende sobre a Avenida Paulo Fontes. Nada de Uber ou transporte público. O Centro possui várias opções de hostels para você se hospedar em sua aventura urbanística. Então, reserve algum nas proximidades e use seus próprios pés para se locomover até lá. Assim, você vai se conectando com seu destino desde os primeiros minutos. E, isso, porque pode ser uma quarta-feira à noite de fim de fevereiro — ou seja, nenhuma data especial — e essa cidade irá te receber com vida!
Caminhando pela lateral da avenida, os sons do Mercado Público já chegam aos seus ouvidos. Gente. Música. Alma! Independente do horário do dia, esse ponto tem seu charme próprio; sempre com grande movimento de pessoas; dos turistas aos locais. A arquitetura tradicional do fim do século XIX, as luzinhas, os bares e restaurantes com a clássica culinária da região, as lojinhas e o artesanato local… Tudo dá uma certa “magia” nessa recepção da Ilha; que só aumenta quando há apresentações musicais e exposições de arte.

Em resumo, atravessar o Mercado Público é um “seja bem-vindo à Florianópolis” com aroma de pastel frito na hora, calor humano, cores aconchegantes e o ritmo combinado de um cajon com violão.
A partir dali, o centro se abre com sua história, cultura e detalhes locais. O coração é a Praça XV de Novembro. Com alguns passos você alcança os principais museus e casarões da região. E se estiver verdadeiramente mergulhado no que as paredes e arquitetura desses locais estão lhe contando, a sensação é de percorrer pelos paralelepípedos de décadas atrás.
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