O destino ideal para tocar as estrelas

Astronomia, conhecimento e luzes da cidade no ponto mais alto de Criciúma

As estrelas sempre foram objeto de admiração e estudo. A raça humana buscava respostas, caminhos e conforto ao olhar para cima. Mesmo quando não sabiam exatamente o que eram aqueles pontinhos luminosos na escuridão, criavam as mais inimagináveis histórias para eles.

Ainda assim, é uma surpresa bonita quando você está num espaço cercado de pessoas (ou melhor, admiradores) compartilhando dessa exata curiosidade e paixão.

É isso que acontece no Parque Astronômico de Criciúma, Albert Einstein E=mc² .

“Órion. Na mitologia grega, o maior caçador de todos os caçadores (…). Está em eterna batalha no céu com o Escorpião. Sua última batalha. Qual é a maior característica dessa constelação? Nenhuma noite de verão escapa da sua presença e brilho”.

Este é o trecho que abre um dos últimos capítulos do meu livro Aquelas Noites de Verão. Mas poderia ser, quase que literal, a transcrição das palavras de uma menininha que estava no mesmo grupo de observação que eu. Instantes assim revelam como é fácil, às vezes, aproximar pessoas desconhecidas. Música, comida, estrelas: diante dessas coisas, desses encantos em comum, falamos a mesma língua.

Mas vamos retroceder um pouco, porque essa “viagem” vai muito além da experiência coletiva, e inicia ainda no momento em que você está indo até o seu destino…

Estamos no Morro Cechinel, o ponto mais alto de Criciúma, e é fim de tarde. O calor do dia já está brando, conforme o Sol se põe; o céu azul começa a ganhar aquele aspecto aquarela, que mistura tons de alaranjado, vermelho e rosa; e uma brisa suave e gelada esbarra em sua pele.

Seus olhos vão encontrar uma cúpula vermelha, que em sua base traz retratos de alguns dos caras mais renomados da Ciência. Ali temos o planetário digital — o principal mecanismo para você viajar pelo espaço, ver o passado e o futuro, sem tirar os pés do chão. Simulando o céu, numa espécie de magia interdimensional, são projetadas estrelas e planetas, que, com as luzes apagadas, criam a ilusão de transporte para além da esfera terrestre. Pode ser que você chegue a tempo para a última sessão do dia. Mas, caso não consiga, há muitos outros pontos ao redor para explorar.