O Día de Los Muertos em um cantinho de Criciúma
Enquanto ainda não tenho a oportunidade de celebrar o Día de los Muertos em terras mexicanas, vou atrás de ter um “gostinho” do que é passar essa data de maneira tão… Viva!
É claro que, como boa fã de filmes de animação, meu contato mais pessoal com essa tradição dos nossos amigos latinos se deu após assistir o queridinho da Pixar, Coco — Viva! A vida é uma festa para os poéticos brasileiros. A sensibilidade da história, o envolvimento com a música e a beleza presente em cada detalhe e símbolo dessa celebração, tocaram minha alma aos 17. E, desde então, tenho o anseio de visitar o México nessa época do ano (final de outubro/início de novembro).
Porém, engana-se quem pensa que não é possível fazer essa “viagem” — mesmo que apenas sensorial — sem ir muito longe do seu território.
Por volta da mesma época em que assisti o filme, foi inaugurado nessa querida cidade do interior sul de Santa Catarina (olá, estamos em Criciúma) um restaurante mexicano com o encantador nome de Loca Madre. Fui lá nos primeiros meses de abertura e jamais me esqueci da sobremesa de tortilla recheada com doce de leite, completa com sorvete de creme e caramelo e castanhas. Se não estou enganada, havia canela polvilhada também, porque me lembro claramente de comentar com minha amiga sobre a sensação daquele prato: o gelado do sorvete em completa harmonia com o calor do doce de leite e canela. Era o paraíso! Sério!

Enfim, a decoração e, principalmente, o sabor da comida me conquistaram. Voltei lá, anos depois, no meu aniversário de 21 anos — eu e as meninas sempre nos lembramos da lucha libre passando na TV naquele dia. Nas duas ocasiões, eram noites de verão. Mas ainda não havia conseguido me organizar para ir até o restaurante na data do Día de los Muertos, a qual, todos os anos, eles anunciavam uma programação especial.
Até que este ano, finalmente, estive por lá em 1º de novembro, um sábado… E as expectativas foram atendidas. Se seu objetivo, como o meu, é viver um pouco da essência da cultura mexicana nessa celebração tão única do país, pode confiar. Tudo bem que a maioria do público do restaurante não vai com essa intenção — são pessoas comuns, querendo jantar algo diferente no fim de semana. Mas eu acredito no poder de você criar sua própria experiência. E a atmosfera do Loca Madre te ajuda completamente nesse quesito.

A música, as cores, as flores, as velas, as pinturas nos rostos dos garçons, combinadas aos trajes tradicionais… Tudo isso é capaz de emergir você para o outro canto da América Latina. Há sombreros e coroa de flores dispostos para você usar durante todo seu tempo ali. E a música… Ah, a música! Enquanto o grupo da vez ainda se ajeitava, a playlist do ambiente (eu sempre reparo na escolha de playlist dos lugares) guiava os clientes por ritmos latinos e caribeños familiares — pelo menos, para nós, apaixonados pela cultura de casa, mi gente latina!
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